Vulcão entra em erupção após terremoto na Rússia

DA REDAÇÃO

Após o terremoto de magnitude 8,8 que atingiu o extremo leste da Rússia nesta quarta-feira (30), o vulcão Klyuchevskaya Sopka, o mais alto da Eurásia, entrou em erupção, segundo a agência estatal russa RIA Novosti. Com 4.750 metros de altitude, o Klyuchevskaya Sopka é um dos vulcões ativos mais altos do mundo e está localizado na região de Kamchatka, área conhecida pela intensa atividade sísmica e vulcânica.

Imagens divulgadas pelo Serviço Geofísico Unificado da Academia Russa de Ciências mostram lava incandescente escorrendo pela encosta oeste, além de explosões e brilho intenso na cratera durante a noite. O fenômeno, que normalmente seria motivo de alerta e evacuação, despertou interesse de turistas, que, segundo a União Russa da Indústria de Viagens (RUTI), decidiram não cancelar seus passeios e permanecer na região para observar a erupção de perto.

Apesar da aparente tranquilidade entre os visitantes, autoridades locais reforçaram que as condições do vulcão são extremamente perigosas e imprevisíveis, com ventos fortes, temperaturas negativas e risco de avalanches de neve nas grandes altitudes. Em setembro de 2022, uma tragédia no local resultou na morte de oito pessoas durante uma expedição de escalada, evidenciando os riscos de aventuras na região.

A erupção ocorreu horas após o terremoto que atingiu Petropavlovsk-Kamchatsky, causando um tsunami com ondas de até 4 metros, evacuações em áreas costeiras e alertas para países vizinhos como Japão e Havaí. A combinação de um forte abalo sísmico e a atividade vulcânica reforça a vulnerabilidade da região de Kamchatka, situada no chamado “Círculo de Fogo do Pacífico”, onde estão concentrados 75% dos vulcões ativos do planeta.

Mesmo diante do perigo, o fenômeno natural tem atraído turistas e curiosos, interessados em presenciar de perto a impressionante força da natureza. Agências de turismo locais informaram que, até o momento, não houve cancelamentos em massa, e alguns visitantes expressaram o desejo de registrar imagens e vídeos da erupção como experiência única.

Especialistas alertam, contudo, que a situação pode piorar rapidamente caso a erupção aumente de intensidade ou se novos tremores secundários (aftershocks) ocorrerem na região. As autoridades russas permanecem monitorando o vulcão e a atividade sísmica, enquanto equipes de resgate e defesa civil continuam mobilizadas após o terremoto e o tsunami que já deixaram danos materiais significativos na Península de Kamchatka.