
O anúncio feito por Donald Trump sobre o novo sistema de prioridade para emissão de vistos marcou um dos movimentos mais comentados da semana no cenário internacional. O programa, apresentado ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino, tem como objetivo agilizar o atendimento de estrangeiros que já possuem ingressos para a Copa do Mundo de 2026. A iniciativa, chamada por ele de essencial para garantir o sucesso do torneio, coloca o tema Trump visto Copa no centro das discussões diplomáticas e esportivas, principalmente porque a competição ocorrerá em formato ampliado e deverá atrair milhões de visitantes.
Segundo Trump, qualquer estrangeiro com bilhetes para um dos 104 jogos programados nos Estados Unidos terá acesso a um sistema especial de agendamento consular. Esse modelo permite que a entrevista seja marcada com prioridade, reduzindo o tempo de espera em um período no qual a demanda tende a crescer de forma acelerada. A medida, portanto, busca equilibrar o aumento previsto de solicitações com a capacidade operacional das embaixadas e consulados, que já enfrentam longas filas em vários países.
A Copa de 2026, que terá 48 seleções número recorde será dividida entre Estados Unidos, México e Canadá. No entanto, o maior volume de partidas será disputado em território americano, distribuído entre onze cidades. Isso significa fluxo elevado de turistas, torcedores e profissionais ligados ao evento, justificando a decisão estratégica do governo de criar mecanismos que reduzam gargalos de entrada. Portanto, o anúncio de Trump vem no momento certo para garantir que o país esteja preparado para receber uma das maiores audiências esportivas do planeta.
Durante o pronunciamento, Trump incentivou que os torcedores se inscrevam “imediatamente” no novo modelo. Ele afirmou que agilizar o trâmite consular é fundamental para garantir que a experiência dos visitantes seja positiva e que a Copa alcance o que chamou de “sucesso sem precedentes”. Esse discurso reforça a narrativa tradicional do ex-presidente, que costuma enfatizar impactos econômicos e diplomáticos de eventos internacionais de grande porte. E como a expectativa para 2026 é de mais de cem milhões de espectadores nos estádios, a política tem justificativa sólida.
O secretário de Estado, Marco Rubio, também participou da apresentação e alertou que o ingresso não substitui o visto americano. Ou seja, o bilhete garante apenas a prioridade no agendamento; a aprovação da entrada continua dependendo do processo regular, incluindo comprovações financeiras, entrevistas e checagens de segurança. Esse esclarecimento é importante porque muitos viajantes ainda têm dúvidas sobre a equivalência entre bilhetes esportivos e autorizações migratórias, o que poderia gerar falsas expectativas.
Rubio revelou ainda que o Departamento de Estado enviou mais de 400 funcionários consulares adicionais para postos ao redor do mundo. Em alguns países, o reforço dobrou o número de profissionais dedicados à emissão de vistos. Essa movimentação mostra que o governo norte-americano está adotando uma política operacional robusta, antecipando riscos de atraso e aumentando a capacidade de atendimento. Portanto, a implementação da prioridade não depende apenas do anúncio político, mas também de investimentos logísticos significativos.
O impacto econômico também foi destacado. Trump afirmou acreditar que o torneio pode injetar até US$ 30 bilhões na economia dos Estados Unidos, gerando mais de 200 mil empregos diretos e indiretos. Esse cálculo considera gastos com hotelaria, transporte, alimentação, entretenimento e a movimentação corporativa associada ao evento. Além disso, eventos esportivos com essa dimensão tendem a impulsionar campanhas publicitárias, investimentos em infraestrutura e operações de turismo, consolidando um ciclo econômico que se estende por vários meses.
A decisão também gera repercussões diplomáticas. Muitos países possuem alta demanda por vistos, especialmente na América Latina, Ásia e África. Com o sistema de prioridade para quem já possui ingressos, o governo americano tende a fortalecer sua imagem entre viajantes que antes enfrentavam meses de espera. No entanto, críticos apontam que isso poderá gerar desequilíbrios, criando uma fila paralela que privilegia determinados grupos. Esse tipo de debate deve ganhar espaço conforme o torneio se aproxima.
