O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (2) que forças americanas atacaram um navio vindo da Venezuela. Segundo ele, a embarcação estaria carregada de drogas e foi destruída no sul do Caribe. A ação marca mais um episódio da escalada de tensões entre Washington e Caracas.
“Nos últimos minutos, literalmente destruímos um barco, um barco carregado de drogas. Temos muitas drogas entrando em nosso país há muito tempo, e essas vieram da Venezuela”, afirmou Trump durante pronunciamento na Casa Branca.
O secretário de Estado, Marco Rubio, confirmou o ataque em publicação na rede X. Ele classificou a embarcação como sendo operada por uma “organização narcoterrorista” e reforçou que a operação faz parte do esforço para conter o tráfico internacional na região.
A declaração ocorre em meio ao envio de navios de guerra americanos para o Caribe, uma ofensiva que Trump prometeu intensificar. O governo dos EUA já havia classificado cartéis da América Latina como grupos terroristas, medida que amplia o alcance legal para operações militares fora do território norte-americano.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, é acusado de liderar o cartel de Los Soles, apontado como uma das maiores redes de narcotráfico da região. Apesar das denúncias, não há provas conclusivas que confirmem a ligação direta. Ainda assim, Washington mantém pressão econômica e militar sobre Caracas.
Especialistas em política externa afirmam que a ação dos EUA pode ser interpretada como um recado de força, mas também aumenta os riscos de um confronto militar direto. A Organização das Nações Unidas (ONU) acompanha os desdobramentos e pede cautela para evitar que a crise escale em violência regional.
Internamente, o ataque fortalece o discurso de Trump em torno da segurança e do combate às drogas, temas centrais de sua política. Já para Maduro, a narrativa reforça a acusação de que os EUA tentam desestabilizar o governo venezuelano para justificar uma intervenção.
