
Israel afirmou nesta segunda-feira (2) que matou o chefe do serviço de inteligência do Hezbollah durante um ataque realizado em Beirute, capital do Líbano. Segundo militares israelenses, a operação teria atingido Hussein Makled, apontado como uma das principais lideranças estratégicas do grupo.
Até o momento, o Hezbollah não confirmou oficialmente a morte.
De acordo com nota divulgada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF), Makled ocupava cargos relevantes no quartel-general de inteligência da organização há anos e teria assumido a chefia do setor após a morte de seu antecessor, Hussein Hazima, durante a chamada Operação Flechas do Norte.
Segundo Israel, Makled era responsável por estruturar o sistema de coleta e análise de informações do Hezbollah, produzindo avaliações estratégicas sobre as forças israelenses. Ele também teria cooperado com comandantes envolvidos no planejamento e execução de ataques contra Israel.
A IDF declarou que continuará atuando contra o Hezbollah e outras organizações consideradas hostis.
O ataque ocorre em meio a um cenário de forte escalada no Oriente Médio. Nos últimos dias, Estados Unidos e Israel intensificaram ofensivas contra o Irã, ampliando a tensão regional. O governo iraniano prometeu retaliações, enquanto líderes internacionais pedem contenção para evitar um conflito de maiores proporções.
A capital libanesa já vinha sendo monitorada após movimentações militares e ameaças cruzadas entre Israel e grupos aliados ao Irã na região. Especialistas avaliam que a confirmação da morte de um alto dirigente do Hezbollah pode aumentar o risco de resposta militar por parte do grupo.
A comunidade internacional acompanha a situação com preocupação, diante da possibilidade de que confrontos localizados evoluam para um conflito regional mais amplo.
