
O terremoto no Afeganistão deixa mais de 800 mortos e 2.700 feridos, segundo autoridades locais. O abalo, considerado um dos mais mortais da história recente do país, devastou cidades inteiras e deixou milhares de famílias sem abrigo.
As equipes de resgate têm enfrentado enormes dificuldades para alcançar áreas remotas. Estradas bloqueadas, comunicações instáveis e a destruição de infraestruturas básicas dificultam o socorro. No entanto, voluntários e militares afegãos atuam em busca de sobreviventes, removendo escombros e prestando primeiros socorros.
O tremor ocorreu no leste do país, região montanhosa e de difícil acesso, aumentando a gravidade da tragédia. Casas construídas de forma precária não resistiram ao impacto. O número de mortos deve aumentar nas próximas horas, de acordo com informações do governo local.
Esse desastre reacende a lembrança do terremoto de junho de 2022, quando tremores de magnitude 6,1 deixaram ao menos mil vítimas fatais. Especialistas explicam que o Afeganistão está localizado em uma região geologicamente instável, onde placas tectônicas se encontram, tornando frequentes os tremores.
Além da tragédia humana, milhares de pessoas enfrentam agora a falta de água potável, alimentos e atendimento médico. Crianças estão entre as principais vítimas, aumentando a pressão por ajuda internacional. A ONU e organizações humanitárias já anunciaram planos de enviar equipes de emergência e suprimentos básicos.
Apesar do cenário, a resposta imediata ainda é insuficiente. O país vive uma crise econômica e política grave desde a retomada do poder pelo Talibã, o que complica ainda mais a chegada de ajuda externa. Mesmo assim, vizinhos como Paquistão e Irã sinalizaram que enviarão apoio logístico e hospitalar.
A comunidade internacional acompanha com preocupação. O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou solidariedade às vítimas e pediu uma mobilização urgente para evitar que a tragédia humanitária se agrave (ONU).
O impacto do terremoto no Afeganistão também levanta questões sobre a preparação do país para lidar com desastres naturais. A falta de infraestrutura resiliente e de sistemas eficazes de resposta rápida tem sido apontada como um dos principais fatores para a alta mortalidade.
Enquanto isso, hospitais estão sobrecarregados com feridos, muitos em estado grave. Equipes médicas improvisam atendimentos em tendas e escolas, transformadas em centros de emergência. A pressão por medicamentos e sangue é crescente, tornando a situação ainda mais delicada.
Com a destruição de vilarejos inteiros, a reconstrução exigirá anos e investimentos milionários, algo difícil em um país fragilizado. Para a população afegã, a dor da perda se mistura ao medo de novos tremores, que ainda podem ocorrer nos próximos dias.
