Subsídio ao diesel importado tem adesão de 25 estados

DA REDAÇÃO

A proposta de subsídio ao diesel importado já conta com adesão de 25 estados brasileiros, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Fazenda. A medida faz parte de um pacote do governo federal para conter a alta dos combustíveis e reduzir impactos na inflação.

Das 27 unidades da Federação, apenas duas ainda não aderiram ao acordo. O governo, no entanto, segue em negociação com esses estados na tentativa de ampliar a adesão e garantir maior alcance da política.

O plano prevê um subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel importado. O custo será dividido de forma igual entre a União e os estados participantes, o que representa um esforço conjunto para minimizar os efeitos do aumento dos preços no mercado internacional.

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a iniciativa busca estabilizar os preços do combustível, especialmente em um cenário de volatilidade global. O diesel é um insumo estratégico para a economia brasileira, sendo fundamental para o transporte de cargas e para diversos setores produtivos.

O impacto do subsídio ao diesel importado pode ser significativo, principalmente na cadeia logística. Como o transporte rodoviário é predominante no Brasil, variações no preço do diesel afetam diretamente o custo de produtos e serviços.

Especialistas apontam que a medida pode ajudar a conter pressões inflacionárias no curto prazo. No entanto, também destacam que políticas de subsídio exigem atenção fiscal, já que implicam aumento de gastos públicos.

A divisão dos custos entre União e estados foi uma estratégia adotada para viabilizar a implementação da medida. Isso permite reduzir o peso sobre o orçamento federal e, ao mesmo tempo, envolver os governos estaduais na solução do problema.

A adesão majoritária indica alinhamento entre os entes federativos diante da necessidade de conter a escalada dos preços dos combustíveis. Ainda assim, a ausência de dois estados no acordo mostra que há divergências ou preocupações específicas em relação à proposta.

O governo federal não divulgou quais são as unidades que ainda não aderiram, mas afirmou que as negociações continuam em andamento.

Além disso, o contexto internacional segue sendo um fator determinante. Oscilações no preço do petróleo e tensões geopolíticas influenciam diretamente o custo do diesel importado, o que aumenta a complexidade da gestão de preços no país.

O avanço do subsídio ao diesel importado reforça o uso de instrumentos emergenciais para lidar com choques de preços, especialmente em setores sensíveis da economia.

A expectativa agora é avaliar os efeitos da medida nos próximos meses, tanto no comportamento dos preços quanto no impacto fiscal para União e estados.