
A passagem do príncipe William pelo Rio de Janeiro, nesta semana, reavivou a memória de mais de meio século de visitas da família real britânica à cidade. De Elizabeth II e Philip em 1968 a Diana, Charles e Harry em décadas seguintes, os mesmos cenários Cristo Redentor, Maracanã, Copacabana e Pão de Açúcar se tornaram símbolos de uma relação de admiração entre a realeza e o Brasil. A frase-chave “príncipe William no Rio” define o foco da matéria.
Durante sua estadia, William reproduziu parte do roteiro de sua mãe, princesa Diana, visitando o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar, e participando de eventos voltados à sustentabilidade e à juventude. O herdeiro do trono britânico veio ao país para compromissos ligados ao Earthshot Prize, iniciativa global que reconhece soluções ambientais inovadoras.
“William simboliza uma nova geração da monarquia britânica que busca unir tradição e propósito global”, comentou o correspondente real da BBC.
O Cristo Redentor e a herança de Diana
A visita ao Cristo Redentor foi o momento mais emblemático da viagem. Assim como Diana, em 1991, William subiu ao santuário, visitou a capela aos pés da estátua e posou para fotos diante da paisagem carioca. Na ocasião, o príncipe encontrou os finalistas brasileiros do Earthshot Prize, reforçando o caráter ambiental de sua missão.
A semelhança com a imagem histórica de Diana sozinha diante do Cristo durante a ECO-92 emocionou admiradores e reacendeu a memória de um dos retratos mais icônicos da princesa.
“Ver William no mesmo local que a mãe, repetindo quase o mesmo enquadramento, foi simbólico e tocante”, declarou o fotógrafo Henrique Coelho, que acompanhou a visita.
Maracanã: de Pelé a Cafu
O Maracanã, palco de grandes momentos da realeza britânica no Brasil, também voltou ao roteiro. Em 1968, Elizabeth II e o príncipe Philip assistiram a uma partida entre seleções do Rio e São Paulo, quando Pelé marcou o gol número 900 da carreira e recebeu o troféu das mãos da rainha.
Mais de cinco décadas depois, William viveu seu próprio momento esportivo. No primeiro dia de agenda no Rio, participou de uma disputa de pênaltis ao lado do ex-capitão Cafu, encontrou jovens de projetos sociais e visitou comunidades próximas ao estádio.
Copacabana e a descontração da realeza
A Praia de Copacabana foi cenário de momentos descontraídos de diferentes gerações da família real. Em 1991, Diana foi fotografada nadando na piscina do Copacabana Palace, em uma das imagens mais lembradas de sua viagem. Em 2012, Harry jogou vôlei de praia e rugby com jovens cariocas.
William repetiu a tradição nesta semana, jogando vôlei com adolescentes e participando de uma simulação de resgate do Corpo de Bombeiros. O príncipe chegou a se jogar na areia de camisa social, arrancando aplausos e selfies do público.
“Ele se mostrou espontâneo, simples e muito próximo das pessoas”, contou a estudante Luana Pontes, que acompanhou o evento.
Pão de Açúcar e o encontro com o Rio
O Pão de Açúcar, um dos cartões-postais mais famosos do mundo, também fez parte da visita. No heliponto do local, William recebeu as chaves da cidade das mãos do prefeito Eduardo Paes e posou para fotos com turistas.
Em 1968, Elizabeth II e Philip não chegaram a subir o Pão de Açúcar, mas estiveram no Mirante Dona Marta, de onde admiraram o mesmo panorama da Baía de Guanabara. Décadas depois, Harry esteve no Morro da Urca para lançar a campanha “GREAT Britain”, voltada à promoção do Reino Unido no exterior.
Um elo entre gerações
A visita de William ao Rio é vista como uma conexão simbólica entre quatro gerações da monarquia britânica. De Elizabeth II a William, passando por Charles, Diana e Harry, a cidade foi palco de momentos que misturam diplomacia, cultura e emoção.
A presença do príncipe reforça o papel do Brasil como destino estratégico da monarquia, especialmente no contexto das relações internacionais voltadas à sustentabilidade e à juventude.
“O Rio é o cenário perfeito para essa nova fase da realeza moderna, empática e global”, avaliou o historiador britânico Simon Vickers, especialista em Casa de Windsor.
