Parceria entre Brasil e China Busca Fortalecer Empreendedorismo e Agricultura Familiar

Divulgação
Fotos: Neblina Orrico / MDS

Parte da comitiva do governo brasileiro na China, o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, participou nesta quinta-feira (6.06), em Pequim, da VII Sessão Plenária da COSBAN (Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação). Este é o principal mecanismo de diálogo bilateral regular entre Brasil e China, que celebra 20 anos de existência. A parceria visa fortalecer o empreendedorismo e a agricultura familiar, combinando a vasta experiência chinesa no setor com o potencial produtivo e a diversidade do Brasil.

“A China é um exemplo mundial na integração de pequenos produtores ao comércio exterior, alcançando impressionantes 32% do seu balanço de vendas e compras com esse segmento”, destacou o ministro Wellington Dias. A parceria entre os dois países prevê a implementação de programas de qualificação, crédito e acesso facilitado a cotas de importação e exportação. O objetivo é aumentar a participação dos agricultores familiares brasileiros no comércio global, replicando o modelo chinês que tem sido eficaz na redução da pobreza e no crescimento da classe média, impulsionado pelo desenvolvimento de tecnologias avançadas no campo.

Outro ponto importante da atuação conjunta é a produção de máquinas e equipamentos agrícolas modernos e acessíveis no Brasil, através de acordos entre empresas dos dois países. “Essa iniciativa beneficiará diretamente as famílias da agricultura familiar e o público do Cadastro Único, promovendo a inclusão social e o combate à fome”, afirmou Wellington Dias. A colaboração também fomentará a inovação no campo, com a introdução de tecnologias avançadas que aumentarão a produtividade e a renda dos agricultores.

O turismo será outro pilar dessa parceria. Intercâmbios culturais, festivais gastronômicos e a promoção do turismo rural fortalecerão os laços entre Brasil e China, criando novas oportunidades de negócios para pequenos empreendedores. Essa abordagem integrada visa não apenas o desenvolvimento econômico, mas também o enriquecimento cultural e social dos dois países.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, liderou a reunião da COSBAN ao lado do vice-presidente chinês, Han Zheng, e destacou a importância da parceria estratégica entre Brasil e China. Em 2024, ambos os países celebram 50 anos do estabelecimento de relações diplomáticas. “Saímos de US$ 9 bilhões de comércio exterior para US$ 157 bilhões. A China é hoje o principal parceiro comercial do Brasil”, disse Alckmin. Ele defendeu o apoio ao multilateralismo e à reforma da governança mundial, salientando que as relações sino-brasileiras seguem caracterizadas por estabilidade e previsibilidade, mesmo diante de um cenário internacional instável.

Na ocasião, foram firmados oito instrumentos intergovernamentais e anunciados 30 resultados, além de 11 atos do setor privado. As medidas abrangem diversas áreas, como agricultura, finanças, meio ambiente, mudança do clima, comércio, indústria, comunicação, saúde, educação, cultura, espaço exterior, energia, micro e pequenas empresas, ciência, tecnologia e inovação. Participaram do evento representantes de 21 ministérios e agências governamentais brasileiras.

A parceria estratégica entre Brasil e China promete transformar o cenário do empreendedorismo e da agricultura familiar, trazendo benefícios concretos para ambas as nações. Com programas de qualificação, inovação tecnológica e intercâmbio cultural, os dois países buscam um desenvolvimento sustentável e inclusivo, que promova a prosperidade econômica e o bem-estar social.