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O Mundial de Clubes 2025, que será realizado nos Estados Unidos entre junho e julho do próximo ano, marca uma nova era na história da competição. Com formato expandido e prêmios superiores a US$ 125 milhões, o torneio não apenas reforça o protagonismo da FIFA no calendário global do futebol, mas também se consolida como um ativo estratégico para os cofres das equipes participantes.
A competição contará com 32 clubes distribuídos entre América do Sul, Europa, Ásia, África, América do Norte e Oceania. Entre os times já confirmados estão gigantes como Manchester City, Chelsea, Real Madrid, Bayern de Munique, Flamengo e Palmeiras. Ao todo, a América do Sul terá seis representantes, enquanto a Europa ficará com 12 o maior número de vagas.
Segundo informações divulgadas pela FIFA e repercutidas por portais internacionais como The Athletic e ESPN, o campeão do torneio poderá faturar entre US$ 35 e US$ 50 milhões, dependendo da performance e da classificação final. Os valores se somam às cotas fixas de participação, que variam entre US$ 2 e US$ 6 milhões por clube.
Essa estrutura de premiação coloca o Mundial de Clubes 2025 no patamar das grandes competições de clubes da UEFA, como a Champions League, e modifica o modo como as diretorias encaram a competição: agora, mais do que prestígio, o torneio representa uma oportunidade real de impacto econômico imediato e de longo prazo.
Para os clubes sul-americanos, os números são ainda mais expressivos. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) informou que apenas a classificação ao torneio já garante premiação acima do que muitos campeonatos nacionais oferecem ao longo de toda a temporada. Flamengo e Palmeiras, por exemplo, já iniciaram projeções para reforços e incremento de receitas baseadas no desempenho no torneio.
A FIFA justificou o novo modelo como parte de seu plano de expansão global e diversificação de receitas. “O Mundial de Clubes 2025 será o maior evento de clubes já realizado. É um marco para o futebol global e uma chance histórica de colocar os melhores times do planeta em um mesmo palco”, declarou Gianni Infantino, presidente da entidade.
Além do impacto financeiro direto, o torneio é visto como uma vitrine global para atletas, marcas e estratégias comerciais dos clubes. Empresas de mídia já disputam os direitos de transmissão em diversas regiões, com destaque para a América Latina, onde a audiência deve ser uma das maiores do planeta. Estima-se que o evento possa ultrapassar a marca de 2 bilhões de espectadores cumulativos em todo o mundo.
Os estádios escolhidos nos Estados Unidos estão entre os mais modernos do planeta. A competição usará arenas que já foram palcos de jogos da NFL e de grandes eventos como a Copa América 2024 e o Super Bowl. As cidades-sede devem incluir Nova York, Miami, Los Angeles, Atlanta e Houston, ampliando o alcance e o apelo comercial do torneio.
Do ponto de vista esportivo, o calendário ainda gera preocupações entre clubes e federações, principalmente na Europa. A Associação de Clubes Europeus (ECA) chegou a emitir nota pedindo “moderação” na expansão dos calendários, alertando para o risco de excesso de jogos e desgaste físico dos atletas. Ainda assim, a maioria das equipes confirma que participará com elenco completo, dada a visibilidade e premiação envolvidas.
Outro ponto importante é o legado que o torneio pode deixar. Muitos clubes brasileiros e latino-americanos estão usando a preparação para o Mundial como justificativa para investir em infraestrutura, análise de desempenho e marketing. O Atlético-MG, por exemplo, planeja ampliar a presença internacional de sua marca até o início da competição.
O Mundial também está provocando discussões sobre as futuras relações entre clubes e entidades como a FIFA, UEFA e Conmebol. A ascensão do torneio pode significar, nos próximos anos, uma reformulação no peso político das entidades e maior autonomia dos clubes nos acordos comerciais internacionais.
Com o sucesso da edição de 2025 sendo considerado quase certo pelos bastidores da FIFA, a entidade já planeja transformar o evento em bienal a partir de 2029. A meta é fazer do torneio um ponto alto do calendário global, que dialogue com a Champions League, Libertadores e o próprio Mundial de seleções.
Em resumo, o Mundial de Clubes 2025 é muito mais que uma competição esportiva. Ele representa uma nova fronteira para o futebol como negócio, redefinindo os padrões de premiação, visibilidade e gestão financeira. Os clubes que entenderem essa dinâmica sairão à frente, não apenas em campo, mas também na construção de um novo modelo de sucesso no futebol mundial.
