Mundial de Clubes 2025: Fluminense perde para Chelsea e está fora

DA REDAÇÃO

O sonho do Fluminense em conquistar o inédito título do Mundial de Clubes terminou nesta terça-feira (8), após a derrota para o Chelsea por 2 a 0, na semifinal da competição realizada nos Estados Unidos. A equipe carioca não conseguiu repetir as boas atuações que marcaram sua trajetória na Libertadores e acabou superada pela força técnica e física do clube inglês.

Com gols marcados por Nkunku e Sterling, o Chelsea dominou a maior parte do confronto e se impôs diante de um Fluminense que mostrou nervosismo e pouca criatividade ofensiva. O jogo, realizado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, teve amplo domínio da equipe britânica, que agora avança para a grande final e enfrentará o vencedor da outra semifinal, entre Real Madrid e Al Ahly.

Apesar da eliminação, o Fluminense deixa o torneio com uma quantia considerável em premiações. Segundo estimativas da FIFA, o clube carioca receberá US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 27,5 milhões) pela participação até as semifinais. Caso tivesse avançado à final, o montante poderia superar os US$ 10 milhões.

Essa é uma cifra que representa alívio e reforço para o orçamento tricolor em 2025. O valor, somado às receitas geradas com patrocínios, visibilidade internacional e bilheteria, compõe uma das maiores arrecadações da história do clube em torneios internacionais.

A eliminação, no entanto, foi sentida pelos torcedores, que compareceram em peso ao estádio. Vestindo verde, branco e grená, os tricolores criaram uma atmosfera emocionante, mas saíram frustrados com a atuação da equipe, especialmente pelo desempenho aquém do esperado no segundo tempo, quando o Fluminense pouco ameaçou a meta do goleiro Petrovic.

Fernando Diniz, treinador da equipe, tentou justificar a performance modesta e disse que “enfrentar uma equipe do nível do Chelsea exige perfeição tática, física e mental”. O comandante ainda afirmou que “os jogadores sentiram o peso do jogo”, mas reconheceu o esforço da equipe: “Chegar até aqui já foi uma conquista histórica. Vamos sair de cabeça erguida.”

Essa foi a segunda participação do Fluminense em um Mundial de Clubes organizado pela FIFA. A primeira, em 2008, terminou também com eliminação para um clube inglês na época, o Manchester United. O revés para o Chelsea reitera a dificuldade que os clubes sul-americanos enfrentam para bater de frente com os representantes europeus, que investem cifras bilionárias em seus elencos e possuem temporadas com ritmos mais intensos.

Na análise técnica da partida, o Chelsea neutralizou as principais virtudes do time tricolor: a posse de bola e o jogo apoiado no meio-campo. Com marcação alta e velocidade nas transições, os ingleses forçaram erros do adversário e souberam controlar o placar desde o início. O Fluminense teve apenas uma finalização no gol durante toda a partida, número que evidencia a dificuldade ofensiva imposta pelo esquema defensivo dos Blues.

Mesmo com a derrota, o desempenho no Mundial servirá de vitrine para jogadores da equipe brasileira. André, Jhon Arias e Ganso despertaram interesse de olheiros internacionais e devem ter seus nomes ventilados no mercado europeu durante a janela de transferências do meio do ano.

Com o calendário brasileiro em andamento, o Fluminense agora volta suas atenções para a sequência do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. A expectativa da diretoria é aproveitar o fôlego financeiro conquistado no Mundial para reforçar o elenco, corrigir deficiências e tentar manter a competitividade em 2025.

O Mundial de Clubes 2025, em novo formato, trouxe mudanças significativas em sua estrutura. Esta edição ampliada da competição, organizada com 32 clubes, funcionou nos moldes da Copa do Mundo e ofereceu premiações recordes, que ultrapassam os US$ 125 milhões no total. O torneio reuniu campeões continentais e equipes convidadas, com objetivo de consolidar o evento como o principal torneio de clubes do futebol mundial.

Para os clubes sul-americanos, o Mundial passou a ser também um desafio estratégico. Além do preparo técnico, é necessário planejamento logístico, preparação física em alto nível e um elenco competitivo para enfrentar os gigantes do futebol europeu.

No caso do Fluminense, a campanha até a semifinal já entrou para a história do clube como a mais longeva e lucrativa participação internacional da equipe desde sua fundação. Embora o título não tenha vindo, o clube carioca sai com respeito, reconhecimento e uma lição valiosa sobre o patamar global do futebol.

Enquanto os olhos do mundo se voltam para a final entre Chelsea e Real Madrid ou Al Ahly, os brasileiros acompanham com orgulho a trajetória do Flu, que representou com bravura o futebol nacional na maior vitrine internacional de clubes.