Microsoft perde US$ 357 bilhões em valor de mercado com maior queda desde 2020

DA REDAÇÃO

A Microsoft perdeu cerca de US$ 357 bilhões em valor de mercado em um único pregão, registrando sua maior queda diária desde 2020. Ao final das negociações, a gigante de tecnologia passou a ser avaliada em US$ 3,22 trilhões, segundo dados do mercado financeiro.

O tombo das ações ocorreu em meio a uma combinação de fatores que pressionaram os papéis da companhia, incluindo preocupações dos investidores com o ritmo de crescimento do setor de tecnologia, expectativas mais cautelosas em relação a resultados futuros e o impacto do ambiente global de juros elevados sobre empresas de alto valor de mercado.

A queda também refletiu um movimento mais amplo de aversão a risco nas bolsas, que afetou outras big techs listadas nos Estados Unidos. No caso da Microsoft, o impacto foi ampliado pelo peso da empresa nos principais índices acionários, o que intensificou o efeito da desvalorização sobre seu valor total de mercado.

Analistas apontam que, apesar da magnitude da perda, o movimento não altera de forma estrutural a posição da Microsoft como uma das empresas mais valiosas do mundo. A companhia segue com forte presença em áreas estratégicas como computação em nuvem, softwares corporativos e inteligência artificial, segmentos considerados centrais para o crescimento de longo prazo.

Mesmo assim, o episódio reacendeu discussões sobre o nível de precificação das big techs após anos de valorização expressiva. Para parte do mercado, a correção reflete um ajuste natural diante de um cenário macroeconômico mais restritivo e de expectativas mais moderadas quanto à expansão das receitas no curto prazo.

A maior queda desde 2020 também remete ao período inicial da pandemia de Covid-19, quando os mercados globais enfrentaram forte volatilidade. Diferentemente daquele momento, porém, o atual recuo ocorre em um contexto de economia ainda resiliente, mas com políticas monetárias restritivas e maior seletividade dos investidores.

Especialistas destacam que os próximos resultados trimestrais e sinalizações da empresa sobre investimentos em inteligência artificial, nuvem e novos produtos serão decisivos para avaliar se a queda representa apenas um ajuste pontual ou o início de um período mais prolongado de pressão sobre as ações.

Apesar do impacto expressivo no valor de mercado, a Microsoft mantém fundamentos considerados sólidos por analistas e segue como um dos principais termômetros do desempenho do setor de tecnologia nos mercados globais.