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Neste Dia dos Pais, a música se torna mais uma vez o fio condutor capaz de traduzir emoções, memórias e vínculos que atravessam gerações. Seja em composições carregadas de poesia ou em melodias que falam diretamente ao coração, artistas do Brasil e do mundo deram voz ao afeto e à gratidão que marcam a relação entre pais e filhos. De “Pai”, de Fábio Jr., à delicadeza de “Isn’t She Lovely”, de Stevie Wonder, passando por Phil Collins, Beyoncé, Roberto Carlos e Caetano Veloso, as mensagens do Dia dos Pais ganham ritmo, harmonia e eternidade.
Abrindo a lista está “Pai”, de Fábio Jr., talvez a canção mais icônica quando o assunto é homenagem paterna no Brasil. Lançada em 1978, ela trouxe versos que se tornaram parte da cultura popular, celebrando o pai como herói, amigo e referência de vida. A letra toca gerações ao expressar gratidão e reconciliação, sendo frequentemente lembrada em datas comemorativas e apresentações familiares.
Na esfera internacional, “Daddy”, de Beyoncé, de 2003, é um retrato de admiração e reconhecimento. A cantora, em versos repletos de carinho, agradece ao pai Mathew Knowles por apoio incondicional, proteção e incentivo. O arranjo suave do álbum Dangerously in Love reforça o tom íntimo e confessional, evidenciando que a relação entre pais e filhas pode ser uma das maiores fontes de inspiração na vida de um artista.
Roberto Carlos também deu sua contribuição definitiva ao tema com “Meu Querido, Meu Velho, Meu Amigo”, lançada em 1979. A canção é uma conversa com o pai marcada por respeito e cumplicidade. Ao descrever “cabelos brancos, bonitos” e um “olhar cansado, profundo”, o cantor constrói uma imagem de sabedoria que transcende o tempo, lembrando que o amor paterno se manifesta também na transmissão de valores.
Entre os sambistas, João Nogueira eternizou em 1977 o clássico “Espelho”, regravado anos depois por seu filho, Diogo Nogueira. A música simboliza o orgulho e a herança familiar, num diálogo metafórico entre céu e terra, onde o pai se orgulha de ver no filho o reflexo de sua própria história. O tom afetivo e a cadência do samba tornam essa homenagem ainda mais calorosa e brasileira.
Milton Nascimento, por sua vez, resgata memórias e raízes em “Pai Grande”, de 1969. A letra fala de gerações e de um cuidado que se perpetua — do avô ao neto —, ressaltando a importância da continuidade familiar e da sabedoria herdada. É um convite para lembrar que a figura paterna vai muito além do pai biológico, incluindo todos aqueles que assumem papel de guia e protetor.
No sertanejo, Zezé Di Camargo & Luciano oferecem uma visão singela e, ao mesmo tempo, dura da vida no campo em “Eu e Meu Pai”. A canção descreve mãos calejadas e a luta diária, contrapondo o sonho do filho de trazer o pai para a cidade com a realidade simples e persistente da roça. É uma homenagem que reconhece sacrifícios e o valor do trabalho árduo.
Ferrugem moderniza o tema com “Pai de Menina”, retratando o impacto transformador que a chegada de uma filha provoca. Em versos que misturam proteção e encantamento, o cantor fala do medo e da responsabilidade, mas também da alegria e do amor que se renovam a cada dia. O contraste entre “mundo azul” e “cor de rosa” sintetiza essa mudança de perspectiva.
Caetano Veloso, ao lado dos filhos Moreno e Tom, celebra o início da jornada de um novo ser em “Boas Vindas”. A composição transmite ternura e entusiasmo com a chegada de uma criança, trazendo uma abordagem mais otimista e leve sobre a paternidade e o ciclo da vida. É uma canção que, embora simples, guarda profunda carga afetiva.
Do outro lado do Atlântico, Stevie Wonder eternizou sua filha Aisha em “Isn’t She Lovely”. Lançada em 1976, a música é um hino de alegria e gratidão, com arranjos vibrantes e letras que descrevem a beleza e a bênção de receber uma filha. É uma das mais universais declarações de amor paterno já registradas na música popular.
John Lennon, em “Beautiful Boy (Darling Boy)”, de 1980, traz um registro intimista e protetor para o filho Sean. Gravada pouco antes de sua morte, a música é marcada por conselhos e por uma promessa de presença e segurança, tornando-se ainda mais significativa pelo contexto trágico que se seguiu.
Encerrando a lista, Phil Collins apresenta “You’ll Be In My Heart”, composta inicialmente como canção de ninar para sua filha Lily Collins e consagrada pela trilha sonora do filme Tarzan, em 1999. O sucesso lhe rendeu o Oscar de Melhor Canção Original em 2000 e se mantém como um símbolo de proteção e vínculo eterno.
Essas 11 canções, de estilos e épocas distintas, provam que a paternidade é um tema universal, capaz de inspirar obras atemporais que falam direto ao coração. No Brasil e no mundo, músicos encontram nas relações familiares um terreno fértil para criar narrativas que misturam amor, saudade, gratidão e ensinamentos. Neste Dia dos Pais, revisitá-las é mais do que ouvir música: é reviver histórias e fortalecer laços.
Para quem busca uma homenagem especial, seja em um almoço em família ou em uma postagem nas redes sociais, escolher uma dessas faixas pode transformar o momento em algo inesquecível. A música, afinal, tem o poder único de eternizar sentimentos — e no Dia dos Pais, isso é tudo que importa.
