Joe Biden é diagnosticado com câncer de próstata agressivo com metástase óssea, revela gabinete

Joe Biden faz último pronunciamento do Salão Oval da Casa Branca como presidente dos Estados Unidos (15/01/2025)
DA REDAÇÃO

O ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden foi diagnosticado com um câncer de próstata agressivo, conforme revelou neste sábado (18) um comunicado emitido por seu gabinete. Segundo a nota oficial, exames detectaram a presença de células cancerígenas com metástase óssea, indicando que a doença já se espalhou para os ossos, tornando o quadro clínico significativamente mais grave.

A informação gerou forte repercussão política e midiática nos Estados Unidos e no mundo, especialmente por se tratar de uma figura de alta relevância internacional. Biden, que encerrou seu mandato em janeiro de 2025 após perder a reeleição para Donald Trump, vinha mantendo uma agenda pública mais discreta nos últimos meses, embora seguisse ativo em encontros partidários e em campanhas de arrecadação para causas democratas.

A nota oficial não especifica exatamente quando o diagnóstico foi confirmado, mas menciona que o ex-presidente já iniciou tratamento médico especializado. Fontes próximas à família Biden afirmaram à imprensa americana que ele se encontra em Washington e está sendo assistido por uma equipe oncológica de referência no National Institutes of Health (NIH). Também foi descartada, por ora, qualquer intenção de viagem ao exterior em razão da prioridade no combate à doença.

Aos 82 anos, Biden já enfrentou problemas de saúde ao longo da carreira pública, incluindo aneurismas cerebrais e episódios de fibrilação atrial, mas sempre se manteve ativo e participativo na política. Agora, o diagnóstico de um câncer com metástase representa um dos desafios mais severos que o líder democrata já enfrentou desde sua primeira eleição ao Senado, em 1972.

Especialistas consultados pela imprensa norte-americana afirmam que o câncer de próstata é, geralmente, tratável quando diagnosticado precocemente. Contudo, o avanço para os ossos — especialmente em pacientes mais idosos — exige terapias agressivas e contínuas, com possíveis impactos significativos na qualidade de vida.

Nos bastidores políticos, a notícia acendeu discussões sobre a sucessão de lideranças dentro do Partido Democrata, em um momento de reestruturação pós-derrota eleitoral. Biden continua sendo uma figura influente entre os progressistas moderados, e seu afastamento por motivos de saúde pode redefinir a atuação de lideranças emergentes, como Gavin Newsom, Alexandria Ocasio-Cortez e Pete Buttigieg.

A Casa Branca, atualmente sob comando de Donald Trump, emitiu uma breve nota desejando pronta recuperação a Biden. “O presidente e a primeira-dama enviam votos de saúde e força ao ex-presidente Joe Biden e sua família neste momento difícil”, disse o comunicado. A atitude foi vista como rara demonstração de respeito entre adversários históricos.

Organizações de combate ao câncer, como a American Cancer Society, utilizaram a ocasião para reforçar a importância de exames preventivos regulares, sobretudo entre homens acima dos 50 anos. “A detecção precoce salva vidas, e o caso do ex-presidente Biden chama atenção para a seriedade da doença”, declarou a entidade.

Biden, que chegou à presidência dos EUA em 2021 após derrotar Donald Trump em uma eleição marcada por tensões e ataques à democracia americana, deixa um legado de reconstrução institucional e defesa de pautas sociais progressistas. A notícia de sua enfermidade gerou comoção também entre líderes internacionais, que enviaram mensagens públicas de apoio, como Emmanuel Macron (França), Justin Trudeau (Canadá) e o Papa Leão XIV, que mencionou Biden em oração durante celebração no Vaticano neste domingo.

A expectativa agora gira em torno do próximo boletim médico oficial, que deverá detalhar os próximos passos do tratamento. Fontes próximas a Biden afirmaram que ele pretende manter “máxima transparência” sobre sua condição, como sempre fez em relação à saúde.

O impacto político, humano e simbólico desse diagnóstico não se limita à biografia de Joe Biden, mas ecoa na história recente dos Estados Unidos — país onde a linha entre saúde de líderes e estabilidade institucional ainda desperta grande atenção.