
O incêndio COP30 registrado no Pavilhão dos Países, na Blue Zone da conferência em Belém, interrompeu completamente as atividades do principal espaço de negociações ambientais do mundo. As chamas começaram logo depois das 14h e geraram momentos de tensão entre representantes de diversos países, que precisaram deixar a área rapidamente após a ordem da segurança. A organização informou que o fogo foi controlado em cerca de seis minutos, mas esse curto período foi suficiente para provocar fumaça intensa e comprometer parte da estrutura montada para o evento. O impacto imediato foi a paralisação das discussões climáticas que estavam em andamento, algo raro em conferências desse porte.
Além disso, 21 pessoas precisaram de atendimento médico, sendo 19 por inalação de fumaça e duas por crises de ansiedade. Embora nenhuma delas tenha apresentado quadro grave, o número mostra como o ambiente foi rapidamente afetado pela fumaça. O calor, a circulação intensa e o material facilmente inflamável das estruturas modulares colaboraram para a propagação inicial das chamas. Portanto, mesmo com a resposta rápida, o episódio evidenciou a necessidade de revisar protocolos de segurança em eventos globais dessa dimensão.
A UNFCCC, órgão da ONU responsável pela COP, comunicou que a Blue Zone permaneceria fechada até pelo menos as 20h, dependendo da avaliação dos bombeiros. A prioridade era garantir que não houvesse novos focos e que as estruturas afetadas estivessem realmente seguras para circulação. Esse tipo de precaução é essencial em uma área que abriga ministros, negociadores e representantes de alto nível. Além disso, a medida também visa evitar que o cronograma seja retomado sem plena segurança, o que poderia gerar novos riscos.
Imagens divulgadas por agências internacionais, como a Reuters, mostraram parte do Pavilhão dos Países destruída, com estruturas retorcidas e trechos completamente tomados pela fuligem. Essas cenas reforçaram a preocupação das delegações sobre a segurança da área e sobre os impactos na continuidade dos trabalhos. As estruturas da Blue Zone são, em grande parte, modulares e temporárias, o que as torna mais vulneráveis a incêndios. Portanto, incidentes como esse levantam discussões sobre o tipo de material usado e sobre o reforço de rotas de evacuação.
A evacuação foi considerada organizada pelos participantes que estavam no local, embora o episódio tenha causado susto e correria em alguns trechos. Os seguranças agiram rapidamente, direcionando todos para áreas externas e mantendo um perímetro seguro enquanto as equipes de emergência atuavam. A estratégia foi decisiva para evitar ferimentos mais graves e para facilitar o trabalho dos bombeiros. Além disso, a evacuação integral também permitiu que a fumaça se dissipasse sem que mais pessoas fossem expostas.
A Blue Zone é a área mais importante da COP, onde ficam as salas de negociação e onde os países montam seus stands para apresentar projetos e iniciativas relacionadas ao clima. Por isso, qualquer problema nesse espaço tem impacto direto no andamento das discussões globais. O incêndio COP30 interrompeu encontros bilaterais, negociações multilaterais e apresentações previamente programadas. Delegações que tinham compromissos estratégicos no período da tarde precisaram reorganizar suas agendas enquanto aguardam novas orientações da UNFCCC.
Entre representantes internacionais, a sensação inicial foi de surpresa e preocupação. A COP30 já era vista como uma edição simbólica por ocorrer em Belém, região central para debates sobre a Amazônia e sobre a preservação de biomas. Portanto, um incidente como esse rapidamente repercutiu em veículos de imprensa do mundo inteiro. Além disso, a discussão sobre segurança ganhou força nas redes sociais, com vídeos mostrando o exato momento em que as chamas surgiram. Muitos internautas elogiaram a rapidez da resposta, mas também questionaram se os materiais utilizados no pavilhão eram adequados para um evento dessa magnitude.
A tendência é que relatórios preliminares indiquem as causas do incêndio e proponham ajustes imediatos para evitar novos incidentes. O uso de materiais mais resistentes, a ampliação das rotas de fuga e revisões constantes de sistemas elétricos podem aparecer entre as recomendações. Além disso, a organização deve reforçar a comunicação direta com delegações para garantir transparência sobre as medidas adotadas. Esse tipo de atitude ajuda a reconstruir a confiança após um incidente que, apesar de controlado, provocou danos visíveis e interrompeu a dinâmica de um evento global.
Embora o foco da conferência seja discutir soluções para a crise climática, a ocorrência do incêndio COP30 mostra como aspectos estruturais e logísticos também são importantes para o sucesso de um encontro desse porte. A presença de stands de diversos países, pessoas circulando a todo momento e equipamentos eletrônicos ligados continuamente aumenta as chances de incidentes. Portanto, o episódio pode reforçar debates sobre padrões internacionais de segurança para eventos ambientais, especialmente quando ocorrem em estruturas temporárias.
A organização local, junto com a ONU, deve divulgar ainda hoje novas informações sobre a reabertura da Blue Zone e sobre o impacto do incêndio no cronograma dos próximos dias. Representantes de vários países aguardam essa atualização para reorganizar compromissos e garantir que a COP30 siga seu curso com a menor interferência possível. Além disso, autoridades brasileiras acompanharam a ocorrência de perto, reforçando que a prioridade é garantir segurança e preservar o ritmo das negociações internacionais.
