H&M chega ao Brasil: o que esperar da marca sueca

H&M: marca sueca inaugura primeira das quatro lojas que terá no Brasil (Leandro Fonseca/Exame)
DA REDAÇÃO

A chegada da H&M ao Brasil marca um dos movimentos mais aguardados no setor de moda e varejo. Fundada em 1947, na Suécia, a marca construiu uma reputação global oferecendo roupas acessíveis, alinhadas às tendências internacionais, sem abrir mão de iniciativas voltadas à sustentabilidade. Hoje, a empresa está presente em mais de 79 mercados, com mais de 4 mil pontos de venda e cerca de 140 mil funcionários.

O anúncio da entrada no mercado brasileiro movimenta consumidores e especialistas. O país, já consolidado como um dos maiores mercados de moda do mundo, oferece um terreno fértil para a expansão da rede. O modelo de negócios da H&M se baseia em preços competitivos e grande variedade de coleções, o que pode intensificar a concorrência com gigantes já instalados, como Zara, Renner e C&A.

Um dos diferenciais da H&M é a aposta em moda democrática, voltada para diferentes públicos, do casual ao sofisticado. Além disso, a marca sueca tem investido em iniciativas de sustentabilidade, como o uso de materiais reciclados e programas de coleta de roupas usadas para reaproveitamento. Esse posicionamento pode atrair consumidores brasileiros cada vez mais atentos ao impacto ambiental da indústria da moda.

A estreia no Brasil acontece em um cenário de mudanças no comportamento do consumidor. Há um interesse crescente por marcas que combinem estilo, preço acessível e responsabilidade social. Portanto, a presença da H&M pode ampliar a oferta e pressionar concorrentes a repensarem estratégias.

Especialistas do setor acreditam que a empresa usará sua expertise internacional para adaptar-se ao público brasileiro. A expectativa é de que as lojas tragam tanto coleções globais quanto peças adaptadas às preferências locais, respeitando o clima, a cultura e o estilo de consumo.

Além das lojas físicas, a operação digital da H&M deve desempenhar um papel central. O comércio eletrônico, que cresceu de forma acelerada no Brasil nos últimos anos, será estratégico para garantir alcance nacional. A integração entre experiência online e offline deve ser um dos pontos fortes da empresa na chegada ao país.

A entrada da H&M também pode contribuir para movimentar o mercado de trabalho, com a geração de empregos diretos e indiretos. A rede costuma investir em treinamento e padronização de atendimento, elementos fundamentais para manter a consistência de sua marca global.

A chegada de uma gigante do fast fashion ao Brasil reforça a posição do país como destino atrativo para investimentos estrangeiros no setor de varejo. Para consumidores, isso representa novas opções de estilo e preço. Para concorrentes, um desafio adicional em um mercado já bastante competitivo.