
A recente detecção de um foco de gripe aviária em uma granja comercial no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, desencadeou uma série de medidas restritivas por parte de diversos países importadores de carne de frango brasileira. Entre os mais recentes a anunciar a suspensão total das importações estão Índia, Albânia e Namíbia, que se juntam a uma lista crescente de nações que adotaram medidas semelhantes.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou que o caso de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) foi identificado em 16 de maio de 2025. Como resposta imediata, cerca de 17 mil aves foram abatidas na granja afetada, e medidas de contenção foram implementadas para evitar a propagação do vírus.
A reação internacional foi rápida e abrangente. Além de Índia, Albânia e Namíbia, outros países como China, União Europeia, México, Iraque, Coreia do Sul, Chile, Filipinas, África do Sul, Jordânia, Peru, Canadá, República Dominicana, Uruguai, Malásia, Argentina, Timor-Leste, Marrocos, Bolívia, Sri Lanka e Paquistão também suspenderam temporariamente as importações de carne de frango brasileira.
Algumas nações optaram por restrições regionais. A Arábia Saudita, por exemplo, limitou a suspensão às importações provenientes do estado do Rio Grande do Sul. Já Japão e Emirados Árabes Unidos restringiram as compras apenas ao município de Montenegro, onde o foco foi detectado.
O impacto econômico dessas suspensões é significativo. Em 2024, o Brasil exportou mais de 5 milhões de toneladas de carne de frango, gerando receitas superiores a US$ 9,9 bilhões. A China, principal mercado consumidor, adquiriu mais de 562 mil toneladas no ano passado. Cada mês de veto chinês representa uma perda estimada de US$ 100 milhões para o setor avícola brasileiro.
O governo brasileiro está em negociações com os países importadores para tentar limitar as restrições às áreas afetadas, conforme os protocolos sanitários internacionais. O objetivo é retomar as exportações o mais breve possível, minimizando os prejuízos ao setor.
Enquanto isso, medidas de vigilância e controle continuam sendo aplicadas em todo o território nacional para garantir a segurança sanitária e restaurar a confiança dos mercados internacionais na carne de frango brasileira.
