Fifa pode realocar jogos da Copa de 2026 dos EUA para o Canadá

Fifa considera realocar partidas da Copa de 2026 dos EUA para o Canadá
DA REDAÇÃO

A Fifa avalia possíveis mudanças na distribuição de jogos da Copa do Mundo de 2026, prevista para acontecer nos Estados Unidos, Canadá e México. O motivo principal seria o endurecimento das políticas migratórias nos EUA, que tem gerado entraves para a emissão de vistos, inclusive com prazos de espera que ultrapassam 300 dias o que coloca em risco a participação de delegações, torcedores e jornalistas.

Nos bastidores, o Canadá surge como alternativa viável para assumir parte maior da competição, caso o cenário norte-americano persista. A possibilidade é considerada estratégica diante da dificuldade consular imposta pelas regras migratórias do governo Donald Trump, que voltou à presidência este ano.

Outro ponto de preocupação é o clima. As fortes tempestades com raios, comuns no verão nos EUA, podem causar paralisações em partidas, como ocorreu durante a última edição do Mundial de Clubes. A situação já foi discutida internamente pela entidade máxima do futebol.

Apesar dos entraves, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, garantiu publicamente que o cronograma segue conforme o planejado. No entanto, internamente, dirigentes trabalham com cenários alternativos para evitar riscos operacionais durante o torneio.

A Fifa avalia a possibilidade de realocar algumas partidas da Copa do Mundo de 2026 dos Estados Unidos para o Canadá, diante das crescentes dificuldades relacionadas à emissão de vistos no território americano. A medida está sendo considerada após o endurecimento das políticas migratórias do governo Donald Trump, que voltou à presidência neste ano e impôs regras mais rígidas para a entrada de estrangeiros.

Atualmente, os prazos de espera para obtenção de vistos chegam a mais de 300 dias, o que ameaça a participação de delegações, jornalistas e torcedores que desejam comparecer ao torneio. Nos bastidores, o Canadá desponta como a alternativa mais viável para receber parte dos jogos, caso o cenário se mantenha.

Além dos problemas consulares, a Fifa também se preocupa com as condições climáticas extremas nos EUA durante o verão, quando a competição será realizada. As fortes tempestades com raios, frequentes nessa época do ano, podem causar interrupções em partidas, como ocorreu na última edição do Mundial de Clubes, quando jogos precisaram ser suspensos devido ao mau tempo.

Embora publicamente o presidente da entidade, Gianni Infantino, tenha reafirmado que o cronograma da Copa segue conforme o planejado, fontes ligadas à organização confirmam que planos alternativos estão sendo preparados para evitar riscos logísticos e garantir a participação plena das seleções e do público.

O Mundial de 2026 será o primeiro com 48 seleções, distribuído entre Estados Unidos, Canadá e México. Caso a redistribuição de jogos ocorra, o Canadá poderá assumir mais sedes do que o previsto originalmente, o que exigiria adaptações de infraestrutura e logística em cidades como Toronto, Vancouver e Edmonton.

A situação gera apreensão entre federações nacionais e patrocinadores, que temem impactos na organização e na mobilidade dos torcedores. Para a Fifa, a prioridade é garantir a presença de todas as delegações e evitar prejuízos à imagem do torneio.

Apesar do discurso oficial de que “tudo segue conforme o planejado”, a entidade monitora de perto as mudanças nas regras migratórias do governo Trump e mantém reuniões com autoridades canadenses para avaliar a ampliação da participação do país na Copa.