
China Brasil resistem intimidação em meio à escalada comercial com os Estados Unidos. Na sexta-feira (29), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou que Pequim está disposta a reforçar a parceria estratégica com Brasília para defender os interesses conjuntos no Brics.
Segundo Lin Jian, a conversa entre Wang Yi e Mauro Vieira, chanceleres da China e do Brasil, ocorreu por telefone na quinta-feira (28). De acordo com o comunicado, a relação bilateral estaria em seu “melhor momento histórico”. Portanto, a cooperação é vista como essencial diante das recentes pressões externas.
No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o início do processo que pode levar à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os EUA. O motivo foi o tarifaço de 50% imposto por Donald Trump sobre produtos brasileiros.
A China destacou que, além de resistir a atos de intimidação, busca ampliar laços econômicos, diplomáticos e tecnológicos com o Brasil. Isso inclui maior integração dentro do Brics e cooperação em fóruns multilaterais. Ou seja, o recado chinês reforça uma aliança estratégica em meio ao cenário de disputas comerciais e geopolíticas.
Enquanto o Itamaraty fala em proteger a soberania brasileira, Pequim sinaliza alinhamento político. Além disso, especialistas avaliam que a medida pode acelerar a diversificação dos mercados de exportação brasileiros.
