
O Brasil ultrapassou, nos cinco primeiros meses de 2025, a impressionante marca de 1.051.244 novos empregos formais, segundo dados do Novo Caged (Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta segunda-feira (30). Com saldo positivo em todos os cinco principais setores da economia serviços, indústria, comércio, construção e agropecuária o resultado reflete uma recuperação robusta do mercado de trabalho formal no país, impulsionada pelo desempenho sólido de estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná.
Somente no mês de maio, foram criadas 148.992 vagas com carteira assinada, consolidando a tendência de crescimento sustentado. O setor de Serviços liderou mais uma vez, com a geração de 70.139 postos, representando um avanço de 0,30% no mês. Em seguida, aparecem Comércio (+23.258), Indústria (+21.569), Agropecuária (+17.348) e Construção (+16.678), todos com saldos positivos, evidenciando uma retomada generalizada da atividade econômica.
Desde o início do ano, o setor de Serviços já acumula 562.984 vagas geradas, com destaque para áreas como tecnologia, saúde, educação e logística urbana. Já a Indústria vem ganhando fôlego com 209.685 novos postos, especialmente nas cadeias de fabricação de alimentos (+22.757), máquinas e equipamentos (+14.675), produtos de metal (+13.236) e veículos automotores (+12.919) segmentos que se beneficiam tanto do mercado interno aquecido quanto de incentivos à exportação.
A Construção civil, historicamente uma forte geradora de empregos, criou 149.233 vagas até maio, o que representa um crescimento expressivo de 5,22% no setor. A Agropecuária também mantém desempenho relevante, com 72.650 empregos formais, crescimento de 4,04%. O Comércio, mesmo em ritmo mais lento, ainda contabiliza 56.708 postos criados, um saldo positivo de 0,54%.
Os dados também revelam avanço em praticamente todas as regiões do país. São Paulo lidera em números absolutos com 309.758 novas vagas, seguido por Minas Gerais (124.272) e Paraná (84.882). Em termos percentuais, os destaques ficam para Goiás (+3,56%), Mato Grosso (+3,42%) e Tocantins (+3,36%) estados que vêm atraindo investimentos privados e ampliando a base industrial e agrícola.
O mês de maio mostrou variação positiva nos empregos para todos os grupos populacionais analisados. As mulheres foram as maiores beneficiadas, com 78.025 vagas geradas, enquanto os homens registraram 70.967 novos postos. O saldo também favoreceu jovens de 18 a 24 anos, com 98.003 contratações, especialmente nas áreas de comércio (35.901) e indústria da transformação (20.287). Entre as pessoas com ensino médio, foram 113.213 novas admissões, e a população parda foi a mais contratada entre os grupos raciais, com 116.476 empregos.
Além disso, o saldo de pessoas com deficiência (PCDs) foi positivo em 902 vagas, mostrando um esforço adicional em promover inclusão no mercado de trabalho formal. Esses dados contribuem para o avanço de políticas públicas mais equitativas e representativas em um cenário de expansão econômica.
Um ponto fora da curva foi o Rio Grande do Sul, que registrou 115 vagas a menos em maio, reflexo do impacto das chuvas e alagamentos recentes que comprometeram atividades produtivas em diversas cidades do estado.
Em termos históricos, o saldo de 1,05 milhão de empregos formais coloca 2025 como um dos anos de melhor desempenho desde 2012, quando o país também superou 1 milhão de contratações até o meio do ano. A estimativa do Ministério do Trabalho é que, mantido o ritmo atual, o Brasil possa encerrar 2025 com saldo entre 2,1 e 2,3 milhões de novos empregos com carteira assinada.
Para o ministro Luiz Marinho, os números reforçam que a retomada do crescimento está alinhada ao compromisso com o trabalho decente. “A política econômica tem buscado equilíbrio entre crescimento, estabilidade e inclusão, e os dados do Caged mostram que estamos no caminho certo”, declarou.
A continuidade dos programas de incentivo à reindustrialização, obras de infraestrutura e ampliação de crédito para pequenas e médias empresas são apontados como motores dessa expansão. Paralelamente, o governo federal tem reforçado parcerias com estados e municípios para estimular o empreendedorismo e a formalização de trabalhadores autônomos, impactando diretamente na geração de emprego.
Enquanto isso, instituições como o IBGE, Ipea e CNI já projetam redução gradual da taxa de desocupação no segundo semestre, com o mercado de trabalho devendo atingir o menor índice de informalidade dos últimos cinco anos.
O avanço dos empregos com carteira assinada também tem reflexo positivo no consumo das famílias e nas arrecadações estaduais, criando um ciclo virtuoso de crescimento. Com o país em franca expansão e a confiança do empresariado em alta, o Brasil parece estar reescrevendo uma nova página na sua história recente de recuperação econômica com mais trabalho, mais direitos e mais dignidade.
