Os preços do Black Friday atenção este ano porque, embora o levantamento de 70 produtos revele quedas moderadas, o e-commerce brasileiro registrou um início de Black Friday com alta expressiva de 24,5% no faturamento. Esse crescimento mostra que o consumidor continuou comprando mesmo diante de descontos seletivos, reforçando que a data segue como o maior evento comercial do país. Portanto, a edição de 2025 começou combinando ofertas variadas e forte movimento online, criando um cenário de consumo dinâmico e competitivo.
O monitoramento considerou o menor preço encontrado no dia da Black Friday para pagamentos no cartão, comparado à média dos menores valores dos últimos três meses. Essa metodologia reduz distorções e mostra o comportamento real dos Black Friday preços ao longo do período. Só 11 produtos tiveram queda superior a 15%, enquanto 12 ficaram mais caros ou não registraram redução. Entretanto, apesar das quedas pontuais, o crescimento de 24,5% do e-commerce indica que a demanda permanece ativa, impulsionada por compras planejadas, reposições e interesse em categorias de maior ticket médio.
Os itens com menos de 5% de desconto incluem iPhones de gerações anteriores, TVs e alguns eletrodomésticos. A estabilidade sugere que muitas categorias mantiveram margens apertadas, limitando reduções agressivas. Portanto, quem buscava cortes mais profundos encontrou menos oportunidades nessa faixa. Entretanto, o aumento de faturamento do e-commerce mostra que consumidores migraram para compras online de forma consistente, aproveitando conveniência, cashback e condições de parcelamento. Além disso, a confiança no varejo digital cresceu após investimentos em logística e atendimento nos últimos anos.
Na faixa de 5% a 15%, 28 produtos se destacaram, principalmente ar-condicionados, videogames e celulares intermediários. Esses segmentos costumam reagir bem em períodos promocionais graças à forte demanda e ao lançamento constante de novos modelos. Portanto, o varejo conseguiu oferecer preços mais competitivos sem comprometer margens de forma excessiva. O aumento de 24,5% no faturamento do e-commerce também pode ser atribuído ao interesse por esses produtos, que combinam valor percebido alto e disponibilidade em grandes volumes durante a data.
As maiores quedas de preço, acima de 15%, ficaram restritas a 11 itens, com protagonismo de airfryers e lava-louças. Esses produtos tradicionalmente apresentam oscilações maiores ao longo do ano, o que permite descontos mais profundos na Black Friday. Portanto, as melhores oportunidades estiveram em categorias que não dependem de ciclos longos de inovação e possuem estoques mais flexíveis. Além disso, marcas com forte presença nas redes sociais reforçaram campanhas que ampliaram a percepção de valor entre consumidores, contribuindo para o ritmo de vendas online.
O monitoramento semanal desde 25 de agosto mostrou oscilações relevantes ao longo dos meses. Alguns preços caíram já em outubro, voltaram a subir no início de novembro e só depois se estabilizaram. Esse comportamento revela que a Black Friday deixou de ser um evento restrito ao dia 28, tornando-se uma temporada longa. Portanto, consumidores atentos conseguiram aproveitar reduções antes mesmo da data oficial, embora o pico de faturamento tenha ocorrido no início da madrugada do dia 28, quando o setor registrou a alta de 24,5% no e-commerce.
Outro ponto observado é que a pesquisa considerou apenas preços para pagamento no cartão, o que exclui descontos maiores oferecidos via PIX. Portanto, os resultados representam a experiência mais comum do consumidor, mas não necessariamente a mais barata. Além disso, o levantamento não incluiu frete, que varia conforme região e pode alterar significativamente o custo final. Esses fatores reforçam que a percepção de vantagem depende tanto do preço do produto quanto das condições de compra e entrega.
Os gráficos de evolução de preços mostram diferenças significativas entre categorias. Smartphones como iPhone 16 e Galaxy A56 apresentaram curvas estáveis, indicando pouca margem para queda. Já ar-condicionados e geladeiras tiveram movimentos mais bruscos, refletindo estratégias de estoque. Portanto, entender o comportamento do produto ao longo do tempo ajuda o consumidor a diferenciar promoção real de reajuste temporário. Esse é um dos motivos pelos quais muitos compradores planejam suas compras antecipadamente, acompanhando o histórico de preços com antecedência.
O aumento de faturamento do e-commerce, apesar dos descontos moderados, indica que o consumidor está mais racional e comparativo. Ele pesquisa mais, compara mais e prioriza produtos que realmente precisa ou vinha monitorando há meses. Portanto, as compras por impulso perderam força, enquanto as compras planejadas ganharam protagonismo. Além disso, o varejo intensificou estratégias como cupons personalizados, entrega rápida e campanhas de cashback, estimulando mais compras mesmo quando os preços não caíram tanto quanto o público esperava.
A Black Friday 2025 também mostrou que categorias como eletroportáteis, celulares intermediários e TVs de entrada continuam sendo as mais procuradas. Entretanto, houve crescimento de interesse em itens de alto ticket, como PCs gamers, máquinas de lavar premium e smartphones topo de linha. Portanto, parte do crescimento de 24,5% do e-commerce pode ser explicado pela composição das vendas, com produtos mais caros ganhando protagonismo no carrinho virtual.
