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O Banco Mundial foi oficialmente confirmado como administrador do Fundo Florestas Tropicais, mecanismo internacional criado para financiar e recompensar países que protegem ecossistemas florestais essenciais ao equilíbrio climático do planeta. O objetivo do fundo é promover políticas de conservação, reflorestamento e mitigação das emissões de carbono, garantindo que as nações que preservam suas florestas sejam justamente remuneradas por seus esforços ambientais. A frase-chave “Banco Mundial Fundo Florestas” simboliza o novo eixo global de cooperação climática e desenvolvimento sustentável.
Com essa decisão, o Banco Mundial passa a gerenciar bilhões de dólares destinados à preservação de florestas tropicais como a Amazônia, o Congo e o Sudeste Asiático, regiões que concentram a maior biodiversidade do planeta e desempenham papel vital na regulação do clima global. O anúncio foi feito durante uma conferência internacional sobre sustentabilidade em Genebra, reunindo representantes de mais de 40 países e agências multilaterais.
Segundo o comunicado oficial, o fundo tem como meta remunerar financeiramente países que comprovem redução no desmatamento e na emissão de gases de efeito estufa, além de incentivar políticas públicas de restauração florestal e desenvolvimento de comunidades tradicionais. O modelo segue os princípios do Acordo de Paris, priorizando resultados mensuráveis e auditorias transparentes.
“A escolha do Banco Mundial reflete a confiança internacional em sua capacidade técnica e financeira de administrar recursos com eficiência, garantindo que cada dólar investido gere impacto real na preservação ambiental”, destacou Ajay Banga, presidente da instituição.
O Fundo Florestas Tropicais nasce como um instrumento de cooperação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, visando reduzir as desigualdades no financiamento climático. As contribuições virão de governos, organizações multilaterais e empresas privadas comprometidas com metas de neutralidade de carbono.
Entre os países beneficiários estão Brasil, Indonésia, Peru, Colômbia, República Democrática do Congo e Papua-Nova Guiné, responsáveis por abrigar as maiores áreas de florestas tropicais do mundo. No caso brasileiro, o governo federal deverá integrar os recursos ao Fundo Amazônia, fortalecendo programas de monitoramento e combate ao desmatamento ilegal.
O ministro do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que a medida representa “um marco na valorização dos serviços ambientais prestados pelos países do Sul Global”. Ela destacou que o Brasil tem condições de se tornar referência mundial em economia verde. “Com o apoio do Banco Mundial, poderemos avançar em políticas que aliam conservação e desenvolvimento socioeconômico”, declarou.
Especialistas em finanças climáticas consideram que o novo fundo marca uma mudança de paradigma: em vez de apenas penalizar países por desmatamento, o mecanismo premia resultados positivos, criando incentivos para a preservação contínua.
Além da gestão financeira, o Banco Mundial também será responsável por monitorar indicadores de desempenho, acompanhar auditorias independentes e garantir a transparência na destinação dos recursos. Cada país participante deverá apresentar relatórios semestrais com métricas de reflorestamento, redução de desmatamento e manejo sustentável.
A iniciativa reforça a tendência global de vincular desenvolvimento econômico à proteção ambiental. Estima-se que o Fundo Florestas Tropicais possa mobilizar até US$ 12 bilhões nos próximos cinco anos, tornando-se o maior mecanismo de preservação florestal do mundo.
“O desafio agora é transformar promessas em resultados concretos. O planeta não pode esperar”, afirmou Inger Andersen, diretora-executiva do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
O Brasil, segundo analistas, tem papel estratégico nesse processo. Com 60% da Amazônia em seu território e avanços recentes na redução do desmatamento, o país desponta como um dos principais beneficiários do novo fundo.
