
Os ataques israelenses na Faixa de Gaza deixaram ao menos 61 mortos nas últimas 24 horas, segundo autoridades locais. O balanço divulgado nesta sexta-feira (22) inclui mulheres e crianças entre as vítimas, elevando ainda mais as tensões no conflito.
Na madrugada, as Forças de Defesa de Israel (FDI) bombardearam a cidade de Asdaa, em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza. O ataque atingiu barracas improvisadas que serviam de abrigo para famílias deslocadas, matando 17 pessoas de uma só vez.
De acordo com os relatos, os bombardeios se concentraram em áreas consideradas de alta densidade populacional, o que ampliou o impacto humanitário. Além das mortes, dezenas ficaram feridas e hospitais da região operam no limite, sem suprimentos adequados para atender à crescente demanda.
Reações internacionais
A ONU condenou a escalada da violência e pediu um cessar-fogo imediato, alertando para o risco de uma tragédia humanitária ainda maior. O secretário-geral afirmou que “a continuidade dos ataques compromete qualquer chance de diálogo e ameaça a estabilidade de toda a região”.
Organizações internacionais de direitos humanos também acusam Israel de uso desproporcional da força, enquanto autoridades israelenses afirmam que os bombardeios têm como alvo combatentes e estruturas do Hamas.
Escalada do conflito
Desde o início da ofensiva mais recente, o número de mortos em Gaza já ultrapassa 30 mil pessoas, segundo autoridades locais. Israel mantém operações constantes na região, alegando necessidade de neutralizar ameaças do Hamas, que segue realizando ataques contra território israelense.
A guerra, que já se arrasta há meses, tem provocado deslocamentos em massa da população civil, destruição de infraestrutura básica e o colapso de serviços essenciais, como saúde, energia e abastecimento de água.
Contexto político
A ofensiva ocorre em meio à pressão internacional sobre o governo israelense, que enfrenta críticas até mesmo de aliados históricos. Nos Estados Unidos, setores do Congresso pedem maior rigor nas condições de apoio militar a Israel. Na Europa, cresce a defesa de sanções econômicas contra o governo israelense caso os ataques não sejam interrompidos.
Enquanto as bombas continuam caindo, famílias inteiras tentam sobreviver em abrigos improvisados, sem acesso a alimentos, medicamentos e água potável. O cenário em Gaza se torna cada vez mais dramático, reforçando a urgência de negociações internacionais para a suspensão imediata das hostilidades.
