
O ator norte-americano Robert Duvall morreu aos 95 anos nos Estados Unidos. Com uma carreira que atravessou seis décadas, Duvall tornou-se um dos nomes mais respeitados de Hollywood, participando de produções que se tornaram referências históricas do cinema mundial.
Ele morreu no último domingo (15), em casa, no estado da Virgínia. A informação foi confirmada por veículos norte-americanos. Nascido em San Diego, na Califórnia, Duvall construiu uma trajetória marcada por personagens intensos e versáteis, transitando entre dramas, épicos de guerra e produções contemporâneas.
Entre seus trabalhos mais emblemáticos estão os clássicos O Poderoso Chefão e Apocalypse Now, ambos dirigidos por Francis Ford Coppola. Nos dois filmes, Duvall entregou performances que ajudaram a consolidar seu nome entre os grandes atores da indústria.
Ao longo da carreira, foi indicado sete vezes ao Oscar. Conquistou a estatueta de Melhor Ator em 1984, pelo papel de um ex-cantor country alcoólatra em Tender Mercies (conhecido no Brasil como A Força do Carinho). Sua indicação mais recente ocorreu em 2014, como ator coadjuvante, pelo filme O Juiz.
Além do reconhecimento da Academia, Duvall acumulou prêmios e homenagens ao longo da vida, consolidando-se como um intérprete de personagens complexos e emocionalmente densos. Sua atuação em “Apocalypse Now”, por exemplo, ficou marcada pela icônica cena do tenente-coronel Kilgore e a famosa frase sobre o “cheiro de napalm pela manhã”.
Robert Duvall era casado com a atriz Luciana Pedraza e não tinha filhos. Sua morte encerra uma das trajetórias mais longevas e influentes do cinema norte-americano, deixando um legado que atravessa gerações de atores e cinéfilos.
