Zema seria um ótimo nome para vice, diz Flávio

Flávio: o senador afirmou que partidos de centro não vão apoiar o PT nem no primeiro e nem no segundo turno (Edilson Rodrigues//Agência Senado)
DA REDAÇÃO

O senador Flávio Bolsonaro afirmou que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, seria “um ótimo nome” para ocupar a vaga de vice em uma eventual chapa presidencial em 2026. A declaração foi dada em meio às articulações políticas que começam a ganhar força nos bastidores para a próxima disputa ao Palácio do Planalto.

Segundo o senador, não houve qualquer convite formal a Zema até o momento. Flávio também negou que o governador tenha recusado previamente uma eventual composição, afastando especulações sobre uma negativa antecipada por parte do mineiro.

A fala ocorre em um contexto de reorganização do campo conservador e de direita, que busca ampliar alianças e construir pontes com partidos de centro. De acordo com o parlamentar, a formação de uma chapa competitiva exigirá diálogo amplo e capacidade de agregar forças além do núcleo mais ideológico.

Zema, que governa Minas Gerais desde 2019, é frequentemente citado como uma das lideranças de perfil liberal e com boa avaliação administrativa. Sua eventual participação em uma chapa presidencial poderia fortalecer a interlocução com setores empresariais e ampliar a capilaridade eleitoral no Sudeste, maior colégio eleitoral do país.

Apesar dos elogios, Flávio reforçou que qualquer definição dependerá de negociações futuras e do cenário político que se consolidará ao longo de 2025 e início de 2026. Ele destacou que a prioridade, neste momento, é organizar a base política e consolidar alianças estratégicas.

Nos bastidores, partidos de centro têm sido apontados como peças-chave para a viabilização de uma candidatura robusta em 2026. A eventual presença de Zema como vice poderia representar um gesto de convergência com esse espectro político, ampliando a competitividade da chapa.

Até o momento, o governador mineiro não se pronunciou oficialmente sobre a possibilidade mencionada pelo senador. A movimentação reforça que, embora ainda distante do calendário eleitoral formal, a disputa presidencial de 2026 já começa a moldar declarações públicas e articulações partidárias.