EUA acusa China de realizar testes nucleares secretos

China faz apelo para EUA manterem tratado de testes nucleares após anúncio  | CNN Brasil
DA REDAÇÃO

Os Estados Unidos acusaram a China de realizar testes nucleares secretos, elevando o tom das tensões diplomáticas entre as duas maiores potências globais. A acusação foi apresentada durante uma sessão na Organização das Nações Unidas, em meio a um debate sobre a necessidade de um novo acordo internacional de não proliferação nuclear.

Segundo representantes norte-americanos, Washington teria reunido indícios de que Pequim estaria conduzindo atividades nucleares não declaradas, o que violaria compromissos assumidos em tratados internacionais. As autoridades dos EUA afirmaram que os supostos testes levantam preocupações sobre transparência e estabilidade estratégica global, especialmente em um contexto de crescente rivalidade militar entre grandes potências.

A acusação ocorre ao mesmo tempo em que os Estados Unidos defendem a retomada de negociações multilaterais com China e Rússia para a construção de um novo marco de controle de armas. O governo norte-americano argumenta que os atuais acordos são insuficientes para lidar com as mudanças no cenário geopolítico e com a modernização acelerada dos arsenais nucleares.

Durante o encontro na ONU, diplomatas americanos destacaram que um novo pacto de não proliferação deveria incluir mecanismos mais rigorosos de verificação e maior compromisso com a transparência. Para Washington, a ausência de regras atualizadas aumenta o risco de uma nova corrida armamentista, com impactos diretos na segurança internacional.

Pequim, por sua vez, rejeitou as acusações. Autoridades chinesas afirmaram que o país mantém uma política nuclear defensiva e que respeita os compromissos internacionais dos quais é signatário. A China também acusou os EUA de politizar o tema nuclear e de usar o assunto como instrumento de pressão diplomática.

Especialistas em segurança internacional avaliam que o episódio tende a aprofundar as divergências entre as potências, dificultando avanços em negociações de controle de armas. Ao mesmo tempo, o debate reforça a centralidade da ONU como fórum de discussão sobre proliferação nuclear, em um momento em que o equilíbrio estratégico global passa por transformações significativas.

O impasse evidencia os desafios para a construção de consensos em torno da redução de arsenais nucleares e mostra que a agenda de não proliferação segue no centro das disputas geopolíticas do século XXI.