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Uma operação conjunta das autoridades estaduais em São Paulo resultou na apreensão de 117 bebidas adulteradas com metanol em estabelecimentos comerciais dos bairros Jardins e Mooca. A ação faz parte de uma investigação urgente após a suspeita de que o consumo desses produtos esteja relacionado a três mortes recentes no estado. Outras cinco pessoas seguem internadas em estado grave.
De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública, as bebidas foram recolhidas em bares e distribuidoras identificadas a partir de denúncias e análises laboratoriais preliminares. O metanol substância altamente tóxica e proibida para uso em bebidas destinadas ao consumo humano pode causar danos graves ao sistema nervoso, cegueira e até a morte quando ingerido.
Autoridades reforçaram que a operação tem caráter preventivo e busca retirar do mercado lotes contaminados antes que novos casos ocorram. Além da apreensão dos produtos, os proprietários dos estabelecimentos foram intimados a prestar depoimento, e os lotes suspeitos foram encaminhados para análise técnica no Instituto Adolfo Lutz.
A Polícia Civil investiga se os lotes adulterados foram distribuídos de forma organizada por quadrilhas especializadas em falsificação de bebidas. “A prioridade é rastrear a origem dos produtos e identificar os responsáveis pela adulteração, que podem responder por crimes contra a saúde pública e até homicídio qualificado”, afirmou um delegado ligado à operação.
O governo do estado orienta a população a verificar a procedência e o lacre das garrafas antes do consumo, especialmente em produtos vendidos a preços muito abaixo do mercado. Também recomenda que casos suspeitos de intoxicação sejam imediatamente comunicados às autoridades de saúde.
As investigações continuam e novas ações de fiscalização devem ocorrer em outras regiões da capital e do interior paulista nos próximos dias.
