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O Banco do Brasil Eduardo Bolsonaro fake news tornou-se um novo foco de tensão política e institucional nesta quarta-feira (20). A instituição financeira apresentou denúncia formal à Advocacia-Geral da União (AGU) contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e mais dois parlamentares, acusando-os de disseminar informações falsas que poderiam abalar a confiança da população no sistema bancário.
De acordo com o Banco do Brasil, as postagens feitas nas redes sociais dos parlamentares usaram dados descontextualizados e narrativas inverídicas sobre a solidez da instituição. A acusação aponta que esse tipo de conteúdo pode incentivar uma corrida às agências, levando clientes a realizar saques em massa por medo de insolvência risco que, segundo a instituição, não existe.
Em nota, o banco classificou a conduta como “grave” e pediu providências imediatas da AGU para proteger a estabilidade do sistema financeiro. A denúncia também pede que os parlamentares sejam responsabilizados por eventuais danos já causados à imagem e à confiança no Banco do Brasil.
A AGU confirmou o recebimento do documento e afirmou que vai analisar os elementos apresentados para decidir sobre a abertura de medidas judiciais. Especialistas em direito financeiro destacam que disseminar fake news sobre bancos é uma ameaça à segurança nacional, uma vez que pode gerar pânico entre correntistas e afetar a economia de forma imediata.
Eduardo Bolsonaro ainda não comentou oficialmente a denúncia. No entanto, aliados do parlamentar alegam que ele apenas compartilhou “informações públicas” e que vê a reação do banco como uma tentativa de censura.
O caso ocorre em meio a um ambiente político já acirrado, com constantes choques entre instituições financeiras, o governo e figuras da oposição. Essa nova disputa pode ampliar a pressão sobre a AGU para agir com rapidez, equilibrando a proteção à liberdade de expressão com a necessidade de preservar a estabilidade do sistema bancário.
O episódio também reacende debates sobre o uso das redes sociais por parlamentares e os limites entre opinião política e propagação de informações falsas que podem gerar riscos coletivos.
