
Trump ligou para Putin em meio à cúpula com líderes europeus e Zelensky na Casa Branca, nesta segunda-feira (18), e disse que articula uma reunião direta entre Rússia, Estados Unidos e Ucrânia para tentar resolver a guerra. O gesto surge como mais uma tentativa de reposicionar os EUA como mediadores do conflito, após meses de escalada e pressão internacional por um cessar-fogo.
De acordo com fontes próximas ao governo americano, Trump teria destacado a importância de envolver Moscou em negociações concretas e sugeriu que o encontro ocorra “em breve”, ainda que sem data definida. O presidente russo, segundo o relato, demonstrou abertura para dialogar, mas não há sinais de concessões imediatas.
A iniciativa foi anunciada após conversas intensas com Volodymyr Zelensky e chefes de Estado europeus. Durante a reunião, os aliados reforçaram a necessidade de preservar a integridade territorial da Ucrânia e ao mesmo tempo encontrar um caminho diplomático para reduzir as hostilidades. A ligação de Trump buscou mostrar que, sem a presença da Rússia, qualquer negociação estaria incompleta.
Zelensky, por sua vez, teria reiterado que não aceitará acordos que comprometam a soberania ucraniana. No entanto, o governo de Kiev sinalizou que não se opõe a conversas multilaterais, desde que os interesses do país sejam garantidos. Líderes europeus presentes manifestaram apoio às tratativas, mas com cautela em relação às intenções de Moscou.
O movimento reacende lembranças de outras tentativas de mediação frustradas desde o início da guerra. Enquanto a Rússia insiste em manter territórios ocupados, a Ucrânia reforça que a devolução dessas áreas é condição inegociável. O impasse segue sendo o principal obstáculo para qualquer avanço significativo.
Segundo analistas internacionais, a ligação de Trump para Putin pode ter um impacto simbólico importante, mesmo que não resulte imediatamente em acordos. Para alguns, trata-se de uma estratégia política para fortalecer a imagem do presidente americano como líder global ativo. Para outros, é uma jogada arriscada, já que legitima a participação russa sem garantias de cessar-fogo.
Enquanto as negociações são discutidas, o campo de batalha segue registrando confrontos intensos no leste da Ucrânia. A expectativa é que novas rodadas diplomáticas ocorram nos próximos dias, possivelmente em território neutro.
