São Paulo Confirma Primeiro Caso do Clado Ib do Vírus Mpox no Estado

DA REDAÇÃO

Na última sexta-feira, 7 de março de 2025, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou o primeiro caso do clado Ib do vírus Mpox no estado, marcando um novo desenvolvimento no acompanhamento das doenças infectocontagiosas. A paciente, uma mulher de 29 anos residente da região metropolitana de São Paulo, relatou o início dos sintomas no dia 16 de fevereiro, após ter mantido contato com um familiar que havia vindo da República Democrática do Congo, um país onde o clado Ib foi identificado pela primeira vez, em 2023.

O Clado Ib do Mpox: O Que Sabemos?

O vírus Mpox, anteriormente conhecido como monkeypox, ganhou atenção mundial devido ao surto global ocorrido em 2022. Tradicionalmente, o Mpox é causado por dois tipos de vírus do clado I e clado II, com o clado I sendo predominantemente encontrado na África Central e Ocidental. No entanto, o clado Ib, identificado pela primeira vez na República Democrática do Congo, representa uma nova variante que tem despertado a preocupação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Embora o clado Ib não tenha se espalhado de maneira tão agressiva quanto outras variantes do vírus, sua identificação no Brasil é um sinal de que as autoridades de saúde precisam se preparar para um possível aumento de casos. A transmissão do Mpox ocorre principalmente através do contato direto com fluidos corporais, lesões na pele ou secreções respiratórias de pessoas infectadas, sendo que o clado Ib, como os demais tipos, segue esse padrão de transmissão.

O Caso Confirmado em São Paulo

A paciente de 29 anos, que está recebendo cuidados médicos no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, apresentou boa evolução em seu quadro clínico, conforme informado pela SES-SP. Ela permanece em isolamento, o que é uma medida padrão para evitar a disseminação do vírus enquanto recebe o tratamento adequado. A boa notícia é que, até o momento, não há sinais de que o caso tenha evoluído para complicações graves.

Segundo a secretaria, a vigilância em saúde de São Paulo está monitorando de perto a situação epidemiológica e trabalhando em colaboração com o Ministério da Saúde, que notificou o caso ao Centro de Operações de Emergência em Saúde para Mpox. A rapidez na resposta é crucial para evitar um surto maior, uma vez que o vírus tem se espalhado principalmente por contatos próximos, o que facilita sua transmissão em ambientes familiares e sociais.

Medidas de Contenção e Monitoramento

As autoridades de saúde de São Paulo, em conjunto com o Ministério da Saúde, estão adotando medidas de monitoramento rigorosas para rastrear possíveis novos casos. Isso inclui o acompanhamento de contatos próximos da paciente e a análise da evolução da doença no estado. Além disso, a SES-SP reforçou que está atenta ao cenário epidemiológico global e local, já que a vigilância de doenças infectocontagiosas é crucial para evitar surtos significativos, como o que ocorreu em 2022, quando o Mpox foi diagnosticado em vários países fora da África.

O Desafio da Disseminação do Mpox

Embora o clado Ib ainda não tenha mostrado sinais de uma disseminação rápida em São Paulo, o aumento de casos no mundo todo torna a vigilância ainda mais importante. A chegada do vírus a diferentes partes do mundo, como aconteceu com o clado Ib em São Paulo, destaca a necessidade de sistemas de saúde preparados para responder rapidamente a surtos de doenças infecciosas, especialmente as que envolvem vírus com potencial de causar epidemias, como foi o caso do Mpox em 2022.

A preocupação com o Mpox é crescente, especialmente após a experiência global com a pandemia de Covid-19, que mostrou como as doenças infecciosas podem se espalhar rapidamente se não forem controladas a tempo. O alerta para a vigilância em saúde pública permanece, com especial atenção para as variantes mais recentes do Mpox, como o clado Ib, que podem ter características diferentes e exigir novas abordagens no controle e tratamento.

A Relevância do Monitoramento Internacional

A experiência global de monitoramento de doenças infecciosas, que inclui os sistemas de vigilância da OMS e da OPAS, é fundamental para detectar rapidamente novos casos e variantes de vírus como o Mpox. A colaboração entre os países é essencial para manter a disseminação do vírus sob controle, já que o transporte global e a interação entre populações podem rapidamente transformar uma infecção local em uma ameaça global.

Além disso, o monitoramento contínuo das infecções por Mpox, aliado ao compartilhamento de dados entre as autoridades de saúde pública, ajudará a responder mais rapidamente a possíveis surtos. Isso é particularmente relevante, considerando que novas variantes de doenças infecciosas podem surgir com características distintas, o que pode exigir ajustes nas estratégias de controle e tratamento.

A Prevenção e o Tratamento

Até o momento, não existe uma vacina amplamente disponível contra o Mpox, embora a OMS tenha trabalhado em parceria com várias organizações para desenvolver e distribuir vacinas para os grupos mais vulneráveis. O tratamento de casos confirmados do vírus, como o da paciente em São Paulo, é principalmente sintomático, com cuidados voltados para o alívio dos sintomas e prevenção de complicações.

As autoridades de saúde, tanto em São Paulo quanto no Brasil como um todo, enfatizam a importância da educação pública sobre a prevenção do Mpox, incluindo o reforço de medidas de higiene, o uso de equipamentos de proteção, e a identificação precoce de sintomas para garantir o isolamento adequado dos casos.